quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CAPITULO DOIS

chegou em Londres, esperando encontrar neve. Encontrou-a, derretendo e sem nenhum sinal de que iria nevar.

- Deveria estar nevando, droga! – Ela disse, ainda em português, saindo do aeroporto e tirando três dos casacos. – Maldito efeito estufa! – disse, ao chutar uma lixeira.

Suspirou. Havia amanhecido há pouco. Assobiou.

- TÁXI! - gritou.

Um táxi parou e ela entrou na pelas portas traseiras. Abriu a carta e entregou ao motorista, quando ele voltou à entrar após colocar as malas no porta-malas. Ele disse alguma coisa, mas ela não estava prestando atenção. Estava pensando na catástrofe que aconteceria nos próximos dias.

Então ela se deu conta do que estava fazendo. Estava deixando a sua terra natal, seus familiares e amigos para trás por ter sido classificada como digna de proteção. Não se sabia o que poderia acontecer às Américas Sul e Central. Mas, sem dúvidas, haveriam seqüelas.

E então, ela ligou os fatos. Desde a sua adolescência, ela ouvia falar sobre a Europa estar replantando mudas de plantas que haviam somente na amazônia. Há algum tempo atrás, ela se recordava, havia feito uma reportagem sobre estarem transferindo animais para as pequenas florestas criadas nas poucas fazendas que ainda existiam por lá.

Suspirou, deixando uma lágrima rolar pela face. É, há muito planejavam isso.

- Senhorita? – chamou-a, algum tempo depois, já que havia desistido de conversar quando a vira chorando.- Chegamos, senhorita!

secou o rosto de qualquer jeito, com as costas das mãos. Levantou-se, saindo do carro, e foi ao porta-malas pegar as coisas que o motorista. Ele lhe apontou a casa, que lhe parecia grande e confortável.

Ela se dirigiu até a casa, tentando carregar as malas e parar de chorar. Tocou a campainha, de cabeça baixa. Esperava que uma senhora gorducha a atendesse e a fizesse comer de tudo que tivesse na casa, como se fosse esfomeada. Mas não foi, exatamente, isso que aconteceu.

- Olá? – Um rapaz, um pouco mais velho que ela, abriu a porta

Ainda de cabeça baixa, ela tentou esboçar um sorriso.

- ´Tá tudo bem? – continuou perguntando

Ela olhou pra ele, deixando-o ver o rastro de lágrimas e a pouca maquiagem borrada. Ela levou um susto, ao reconhecê-lo, mas manteve-se.

- Se está tudo bem? – perguntou, por demais irônica, com os olhos marejando – Eu, talvez, nunca mais veja o meu país, A América vai ser devastada, destruída e enterrada. Milhões de pessoas irão morrer, inclusive parentes e amigos meus, sem que eu possa fazer nada. – ela havia voltado a chorar desesperadamente - E você ainda me pergunta se está tudo bem?

Espantosamente, ele a abraçou, tirando as malas das mãos dela, ao mesmo tempo que a puxava para dentro da casa. Largou as malas de qualquer jeito e a puxou mais para si. Ela, sentindo-se confortada, deixou-se soluçar enquanto ele, desajeitado, passava as mãos pelo seu cabelo.

Ficaram uns cinco minutos assim, antes dela se recompor e se soltar do abraço. Ele limpou algumas lágrimas dela com o dedão, a fazendo sorrir.

- ´Tá tudo bem agora? – perguntou.

Ela negou.

- Mas vai ficar. – disse, e foi a vez dele sorrir.

- Eu sou... – ele começou, mas ela o cortou.

- Eu sei – disse e riu da cara que ele fez – eu escuto vocês desde a adolescência, acho. Eu sou...

- Minha vez, né? – ele riu, cortando-a – tenho livros seus. Mas vamos fazer isso direito – Lhe estendeu a mão – Harry Judd.

Ela riu.

- – riu-se, fazendo o jogo dele, apertando a sua mão.

Ela fungou.

-Não vai chorar de novo, vai? – ele perguntou, sorrindo.

- Vou tentar não... Ah! Desculpa pela a – disse, de repente.

Ela havia encharcado a a dele com suas lágrimas.

- Ah, que isso! Não foi nada, linda.

Ambos sorriram.

- Hum... Harry?

- Hum?

- Está passando algo... você sabe... na TV?

- Ah, não. Eles só avisaram pra quem teria que abrigar pessoas.

Ela fez que sim e olhou pela janela. A pouca neve que tinha, já havia derretido, formando grandes poças. Harry acompanhou seu olhar.

- Esperava neve, não é? – perguntou. Ela confirmou com a cabeça – Daqui há alguns dias, neva novamente. Mas, entre uma nevada e outra, o calor é insuportável.

- Quantos graus? – ela perguntou

- Chega a 35º, as vezes. – Harry disse, como se fosse muito quente.

- Você sabe o que é calor? – ela perguntou – No Brasil, estávamos chegando à quase 50º, as vezes. No Rio, pelo menos. 40º é quase normal. E chovia, chovia muito. Não temos neve, Só no sul.

Ela havia entrado em transe, de novo. Ele, um pouco espantado por ela não ter ligado para o inferno que estaria à noite, olhou pra ela.

- Não devem atacar o Brasil, - disse, tentando conforta-la – Vocês tem a amazônia! – ele exclamou, a fazendo sorrir – Só tiraram vocês de lá, por precaução;

- É, eu sei. – e suspirou - Espero poder volta pra casa, ainda.

- Hum... Quer dar uma volta?

Não é arriscado com toda essa neve derretendo?

- Ná! Que nada! - Harry riu - Você está com o melhor motorista de todos os tempos!

*-*-*-*

Ding – Dong

Tom estava assistindo TV há mais de uma hora. Tinha esperanças de que falassem algo no noticiário. Levantou-se, vagarosamente, e abriu a porta.

"ah, que ótimo! Uma garota!" – pensou, irritado.

Não havia se aproximado de nenhuma garota desde que havia se separado de giovanna, há um ano.

- Hum... estou na casa certa? – a garota perguntou, um pouco irônica.

- Ah! – Tom acordou de seus devaneios- Está, acho. Perdão – e deu espaço para ela entrar – Sou Tom Fletcher!

A menina largou a mala para apertar a mão dele.

- , mas prefiro que me chame de .

- Vou te chamar de . – disse, como se pusesse fim na conversa.

- Er... Eu não gosto muito que me chamem...

- Melhor ainda! – falou, rabugento – O que você quer fazer ?

Ela o ignorou, fingindo prestar atenção nas malas. Ele, logo desistiu de esperar por uma resposta e voltou para o sofá. o seguiu.

- Quero assistir ao scooby doo! – disse, tirando o controle das mãos de tom

- Deixa de ser abusada, garota! – ele arrancou o controle da mão dela

- NÃO! É O SCOOBY! – ela disse, desesperada, apontando pra tv.

Ela voou pra cima dele, tentando tirar-lhe o controle.

Após 5 minutos de luta árdua, ela estava por cima dele, com os braços esticados acima da cabeça de ambos, o controle pendendo perigosamente além do braço do sofá. Numa investida forte dele, o controle caiu no chão e eles rolaram além sofá.

- Ai! – reclamou ela, de olhos fechados, sentindo o corpo bater no chão e o corpo de tom em cima dela. Abriu os olhos, pronta para xinga-lo de todos os nomes possíveis.

Encararam-se pela primeira vez. Ele aproximou o rosto do dela, deixando que os narizes roçassem, docemente, e a beijou.

O controle jazia quebrado à alguns metros deles. Mas ele não era mais importante.

Não, ele não importava. Ou será que importava?

Tom encerrou o beijo, enquanto ainda se mantinha de olhos fechados. Quando ela abriu os olhos, encontrou-o no sofá, apertando os botões do controle desesperadamente.

Ela se sentou, rapidamente, furiosa.

- Você quebrou o controle! – Ele a acusou.

Ela se pôs de pé.

- Bem-feito! – e saiu batendo pés até o banheiro, onde escovou os dentes, resmungando algo como "que nojo!"

*-*-*

- Tomara que seja uma garota hot! - Danny ouviu Dougie dizer, ao telefone

- Ahn?

- Mas, diz! Diz que você não quer uma garota hot brasileira na tua casa! - Ele afirmou.

- Dougie... Cala a boca, cara! - Danny estava se cansando. Quarenta minutos ouvindo Dougie falar de uma possível garota hot, de preferência brasileira, na casa dele.

- Pááááára de glicose anal, cara! Eu sei que você também quer uma garota hot brasileira na tua casa! - Riu-se Dougie.

Danny fingiu tossir.

- Como se ela fossem querer você, Dougie. - Riu, Danny, agora - Pensa bem...

- Você pensa? - questionou o outro.

- ... Ela, se for ela, vai estar saindo do país dela, se for mesmo ela, com chances mínimas de voltar.

- Hum... - Dougie fez um barulho estranho com a boca e manteve o silêncio.

- Então, ela, se for realmente ela, vai estar sensível e você vai ter que cuidar dela, se for...

- Ela, já sei!

- Então! - Danny conclui, se sentindo inteligente.

- Aí o Dougie, que não é bobo nem nada, vai se aproveitar da fragilidade dela...

- Se for ela!

- E cuidar MUITO bem dela! - Dougie completou. Danny puxou ar pra falar algo - Tá, tá! Se for ela! Satisfeito?

- Sim!

- DING-DING-DONG-DING-DING-DING-DONG! - Danny ouviu, pelo telefone - MAAAN, ELA CHEGOU!

- Se for... - Ele ouviu o 'tututu' do telefone, indicando que Dougie havia desligado - ela! - completou, pro nada.

DING-DONG

- Mas já? - Perguntou-se. Correu até a porta e abriu-a, dando de cara com uma garota que, com toda a certeza, lhe chamava a atenção.

Os cabelos escuros cacheados moldavam-lhe a face e, por breves momentos, escondiam os olhos azul esverdeados, ligeiramente vermelhos. Mesmo um bocado vermelha e ligeiramente inchada, conseqüência de ter chorado por, provavelmente, a viagem inteira, ainda era muito bonita.

- Hum...er - ela arriscou um sorriso triste - eu posso entrar? - Perguntou.

- Claro! - Ele deu passagem a ela - Não! Espere! - Gritou, impedindo-a de entrar.

- Que foi?

Ele sorriu, sem graça, e tirou as malas da mão dela, deixando-a, apenas, a carregar algo que ele imaginava ser um violão.

- Eu só queria...

Ela sorriu, entrando. Ele a seguiu, fechando a porta com os pés. Não encontrou mais a garota. Ouviu um leve fungado. Olhou para trás e lá estava ela, apoiada na parede ao lado da porta, sentada ao chão.

Ele ajoelhou ao lado dela, tirando o violão que ela agarrava com delicadeza.

- Hey... - Ele disse baixinho, secando uma lágrima solitária dela com as costas das mãos. Ela apenas fungou em resposta. - Qual seu nome, linda?

- ) Malfoy - Disse, simplesmente.

- LEGAL! Eu sempre quis conhecer uma )! - Ela riu, baixinho. Ele, talvez, estivesse sendo bem sucedido em animá-la. - Sou Danny Jones! - Ele pegou o violão, levemente, e o levantou como se quisesse mostrar para ela - Você toca?

Ela concordou com a cabeça.

- Eu e minhas amigas temos uma banda. - Disse, Simplesmente.

- Sério?

- Uhum.

- Hum... - ele enrolou - não sei se seria muito pedir... Toca pra mim?

Ela sorriu, pegando o violão da mão dele. E quando tocou a última nota e o encarou, viu que ele olhava abobalhado para ela.

- MUITO BOM! - ele disse, batendo palmas e a deixando corada.

- Nada, eu estou fanha por estar chorando - falou, fazendo careta.

- Mentira! Vem, quero que você toque comigo! - E a puxou para os fundos da casa, onde havia um estúdio.

*-*-*

'PUXA! QUE SORTE!'

- Oi! - Dougie disse, animado.

A garota apenas acenou com a mão.

- Hum... Quer entrar?

Ela concordou com a cabeça. Ele deu espaço para ela entrar e, enquanto ela entrava, ficou admirando sua beleza. Se aquela garota não era uma brasileira hot, nenhuma seria. Os cabelos negros contrastavam com a pele pálida de quem não havia dormido direito. Parecia cansada. Talvez ele devesse mimá-la.

- Quer comer? - Perguntou, de supetão.

- Hum... Seria bom. Não gosto de comida de avião.

- Eu vou pedir uma pizza! De que você gosta?

- Calabresa! - Disse, dando uma pequena risada.

Ele correu pra longe dela, fazendo-a seguí-lo. Alcançou-o enquanto ele desligava o telefone.

- Hey! Você já sabe a pizza que eu mais gosto mas eu ainda não sei o seu nome!

- Dougie Poynter! - ele riu. - E você?

- Ná, você já sabe da minha pizza! - Rindo, ela saiu procurando a sala.

- HEY! - Ele a chamou - Eu gosto de quatro queijos!

Ela se aproximou dele, sorrindo. Ele quase derreteu quando ela beijou-lhe a face, dizendo:

- Sou Schimdt, prazer.

*-*-*

Jimmy estava escovando os dentes quando ouviu a campainha tocar. Cus e lavou a boca rapidamente, correndo pra porta.

- Oi? - Ele disse, pondo a cabeça pra fora. Havia reparado agora, apenas, que estava só de Boxers.

- Oi. - Respondeu a menina, estranhando.

- Rudolph? - Ele perguntou, apontando pro nariz dela.

Ela deu uma risada sem graça e ele andou pra trás, oferecendo passagem a ela.

- Desculpe os trajes - Ele riu, coçando a cabeça - Você me pegou desprevinido. - Ela não disse nada, apenas adentrou na casa, observando tudo, inclusive ele. - Você não é aquela jornalista...

- Eu mesma - Ela sorriu - Fracalossi - Apertou-lhe a mão.

- James Bourne. - E saiu em direção a sala, se jogando no sofá.

Ela o seguiu, com um sorriso malicioso nos lábios.

- Sabe o que eu queria ser se eu não fosse jornalista?

- Hum... - Ele fez cara de pensativo - Não.

Ela se aproximou da cabeça dele e pôs a mão em seu cabelo.

- Cabelereira - Sorriu.

*-*-*

- Aonde você está me levando, Harry? – perguntou-o, tentando se manter calma

- Num lugar que eu sei que você vai gostar – ele disse, ao volante – já estamos chegando.

Estavam passando por uma parte arborizada, algo que lembrava, vagamente, uma montanha bem verde.

- No meio dessas árvores, eu vou achar que você quer me estuprar!

Ele riu, fazendo uma curva.

- Não vou fazer nada que você não queira – e lhe piscou um olho.

- Mas não é esse o problema? – sussurrou para si, vendo o quanto ele ficava bonito dirigindo concentrado.

- O que foi? - perguntou

- Nada! – ela lhe respondeu, rapidamente.

Ela olhava pra ele, nervosa, mordendo o lábio inferior.

- Você está perturbada. – disse, olhando de esguelha pra ela.

- 'tô nada - resmungou

ele riu.

- Tá bom! – disse, ainda rindo, parando o carro. Ela continuou, apenas, a olhar pra ele. Ele levantou as sobrancelhas (n/a: E TEVE UM TROÇO) – Hey, olha! – disse, apontando a frente do carro, com a cabeça.

Ela olhou e sua expressão, de acordo com Harry, de perturbada desanuviuou-se e, em seu lugar, abriu um sorriso.

Rindo, ele voltou-se para o banco de trás e puxou o lanche comprado, rapidamente, em um fast-food.

- Eu... Eu nunca... Nunca estive aqui!

Não estavam mais no centro de Londres. Mas daquela colina, ficavam a altura dos prédios da Londres não tão distante.

- É lindo!

- Não tanto quanto você – ele disse

Ela corou.

- Harry... – ela disse, tentando olhar pra ele.

- Estou sendo inconveniente, desculpe.

*-*-*

- Anda logo, ! - Tom chamou.

Ela estava jogada ao sofá, vendo scooby doo enquanto ele estava à porta com as chaves do carro na mão.

- Ahn?

- Nós não vamos dormir aqui, anda!

- Não! - Ela exclamou - Agora que você me deixou ver Scooby Doo, eu vou ver até me cansar.

Ele bufou, ficando entre ela e a televisão.

- Hey! - reclamou ela.

- Anda logo!

- Nããão! - Choramingou ela.

- Tem certeza? - Perguntou, com um sorriso maroto.

- Sai da frente! - Ela quase gritou, sacudindo os braços. Ele saiu - HAHAHA! CORRE SCOOBY! - Ele foi até a tomada e desligou. - HEEEEEEEY!

Ele foi até ela e a puxou pelo braço.

- Vamos!

- Você 'tá me machucando - Choramingou ela.

Ele a soltou quando chegaram do lado de fora da casa. Andaram até o carro e ele fez que ia abrir a porta pra ela.

- Eu sei abrir a minha porta sozinha, obrigada - Ela disse, afastando a mão dele da maçaneta, explicitamente magoada.

Ele deu de ombros e foi até a porta do motorista.

*-*-*

- HÁ! - Danny exclamou - Eu vou guardar isso pra sempre, cara! Você é demais!

- Que isso! Você é que é! - Ela retrucou, visívelmente sem graça.

- Ah, fala sério! A gente podia fazer uma dupla!

Ela riu. Ele realmente estava a fazendo bem.

- Que foi?

Ela continuou sorrindo.

- Você é fofo - Disse, simplesmente. Aproximou-se dele e lhe deu um beijo na bochecha - Obrigada.

Danny sorriu abobalhado.

- De nada. - E ficou meio sem graça - Hum... Er... vamos?

- Vamos?

- É que... Hum... A gente não vai ficar aqui, sabe? Disseram que a gente tem que ir pro abrigo. Tem problema?

- Se tem problema? - Ela disse, fazendo voz de brava. Ele se encolheu - Mas é claro que não! - Riu - Vamos!

Ele riu.

- Você me deu medo, sabe? - a garota riu mais ainda - A gente pode passar num drive-thru no caminho?

- Claro!

*-*-*

- Então, quando ele achou que ia conseguir... - Dougie ia contando. A garota à sua frente estava às gargalhadas com um pedaço de pizza de calabresa na mão- ELE CAIU DE NOVO! HAHAHAHA!

se engasgou, levemente, pegando um pouco do guaraná pra tomar. Dougie abriu a caixa da pizza, ainda rindo, mas parou de rir.

- Acabou? – ele perguntou, visivelmente decepcionado. – Vamos pra casa comer a comida do Tom, então.

- Hein? – se perdeu – Casa?

- Ah, é! – Ele riu – A gente não vai ficar aqui... Eu só vim aqui pra te buscar. Calma aí que eu vou pegar o zukie.

-Ah, Okay!

Dougie subiu as escadas e desceu cinco minutos depois, com o aquário do zukie nos braços.

- Oi, Zukie! – cumprimentou-o pelo aquário.

Dougie riu.

- Vamos?

- Ahan. Me dá o Zukie, você vai dirigir, né? – Ela perguntou.

- Ah, é! – Lembrou o garoto, passando o viveiro pra ela.

*-*-*

- Eu não acredito que você me convenceu a fazer isso – ele disse, rapidamente.

- Ah, vaaai! Seu cabelo é lindo! – Cami dava pulinhos felizes, atrás dele, no sofá.

- O que você vai fazer com o meu cabelo?

- Pentear, Jimmy! – Ela respondeu, jogando o cabelo dele de um lado para o outro.

- Precisa molhar ele pra isso? – James perguntou, rindo da felicidade da garota.

- Não. – Ela respondeu. James ouviu, então, o barulho de uma tesoura cortando algo.

- AAAH! O QUE VOCÊ FEZ? – Ele deu um pulo e virou para ela, que estava sentada nas costas do sofá, fazendo cara de santa e segurando a tesoura.

- Nada! – ela respondeu, fazendo cara de criança.

- Espero que não tenha sido nada mesmo – Ele emburrou. – Vem! – chamou-a, indo em direção à porta.

- Onde vai?

- Invadir uma casa- Ele disse, simplesmente. Ela parou, horrorizada – Ah, anda. Eu tenho a chave! – e a puxou.

*-*-*

Harry estava concentrado, vendo os olhos dela brilharem em direção à cidade e o sorriso infantil brincando e dando vida ao rosto, outrora apagado, dela.

- Te deixei feliz, uhn? – Ele perguntou.

Ela virou-se para ele, sorrindo mais ainda.

- É, conseguiu.

Ele riu, baixinho.

- Quer comer? – perguntou. Ela concordou com a cabeça – Comprei salada pra você – Ele disse entregando a vasilinha a ela e pegando a sua, lasanha.

- Mas... HEY! – Ela reclamou – Por que eu tenho salada e você tem lasanha?

- Você não gosta de salada? – ele perguntou. Ela fez careta.

- Prefiro lasanha!

- Mas... Todas as garotas com quem eu saí preferiam lasanha!

Ela deu de ombros.

- Okay – ele continuou – Dividiremos! - Ele pegou a lasanha e dividiu ao meio com o garfo. Colocou na vasilinha dela e pegou metade da salada. – Satisfeita? – Perguntou, sorrindo.

- Você pensa! – Ela exclamou, fingindo admiração.

Eles comeram em silêncio. Quando deu a última garfada, ela chamou-o.

- Harry...

- Uhn?

- Isso não é um encontro – Disse, bocejando.

- Definitivamente.

- Não mesmo – ela continuou.

- E você também não está com sono – riu-se ele.

- Não... – respondeu, de olhos fechados. Ele aconchegou-a e ela acabou adormecendo

*-*-*

- Você avançou o sinal!- ela gritou

- Não avancei, . – ele disse, calmamente

- Avançou! Avançou sim, Thomas!

- ´Tá, avancei. – "com doido não se discute" pensou

- ENTÃO VOCÊ MENTIU PRA MIIIIIM! – ela apontou o dedo pra ele

- É, MENTI! – ele gritou – E não aponta esse dedo pra mim!

- Você ainda confirma? – ela perguntou – Canalha, desgraçado, ....

começou a estapeá-lo.

- A rua, ! – ele gritou

Ela parou de batê-lo no momento em que ele fez uma curva brusca, parando.

Assustada, ela nem se moveu. Ele desligou o carro, tirou o cinto e saiu. Antes de bater a porta, com força, ele se voltou pra ela e disse:

- Isso é pra você aprender a respeitar o motorista! – e saiu bufando.

- THOMAS! –ela gritou, trancada dentro do carro.

Ainda irritado, mas sem perder as boas maneiras, ele deu a volta e abriu a porta para ela. Ela saiu, batendo nele com a bolsa.

- VOCÊ QUASE ME MATOU!

- VOCÊ QUASE NOS MATOU!

- VOCÊ É UM MOTORISTA IRRESPONSÁVEL!

- E VOCÊ... VOCÊ! – ele não sabia o que gritar pra ela – AH, CALA A BOCA!

- TENTA!

Ele segurou ela pelos braços, obrigando-a a parar de batê-lo. Aproximou o seu rosto do dela. Ela prendeu a respiração. Porque estavam brigando mesmo?

Ele virou o rosto para o lado, deixando à altura da sua orelha e sussurrou.

- Acho que você já calou, não?

*-*-*

- Seu pedido, por favor? – a caixa falante perguntou.

- Uh! – Exclamou .

- Seu pedido, por favor? – Repetiu.

Danny não parava de rir.

- Me dá uns 5 bigmac, 3 quarteirões, 2 macheese e 2 tortas de banana – Ele disse, tentando conter o fôlego – e... Ah! Orelhinhas de shrek!

- Okay, senhor... pague no próximo caixa, por favor!

- Será que é um robozinho de pegar dinheiro? – perguntou.

Rindo, Danny voltou a ligar o carro. Pagaram, pegaram os lanches com um pouco de dificuldade e saíram em direção à casa.

- Quantas pessoas vão estar lá? – perguntou.

- Sei não... Mas isso é o que a gente come sozinho, normalmente.

arregalou os olhos e se calou.

Pararam em frente à um local estranho de se ver, no centro de Londres, mas era muito comum se ver locais iguais àqueles na última década. Abrigos nucleares. Alçapões de ferro abertos em meio à toda a confusão de pessoas entrando. Por sorte, ou por fama, eles haviam conseguido diminuir o número de gente em seu abrigo. Dez pessoas.Estacionou carro na garagem e os dois entraram para ver TV e comer seus lanches.

*-*-*

- O Zukie é tão fofinho! - dizia, alegremente, dando comida pro bichinho. - Quero casar com ele!

- Humphft.

- Que foi, Dougie? - Ela perguntou, inocentemente.

- Não quero ser avô dos seus filhos. - Ele disse - Pretendia ser pai, sabe?

Ela se engasgou com a própria saliva.

- Er... Não que você não seja um bom candidato, sabe? - Ela soltou, assim que conseguiu parar de tossir - Mas não acho que eu vá querer ter filhos nessas condições e nem tão cedo.

Ele parou de olhar a rua, um instante, e olhou pra ela, sorrindo.

- Eu não podia esperar outra coisa de você, não é mesmo? - Ele riu - A gente casa com macarrão, no abrigo e adota o Zukie, o que acha?

Ela riu, alto. Qual era o poder dele, de fazê-la rir com o mundo quase acabando?

*-*-*

- Porqueeee... eu amo o cabelo do Jimmy! E eu vou invadir uma casa com eeeele! E eu não sei pra onde eu to iiiiindo... MAAAAS BELEEEEZA!

James ria, ao volante.

- EEEEEEEEEEEEEE DAAAAAÍÍÍÍÍ? – continuou ela – OOOOO CAAAABELO DELE É DEMAAAAAAIS! E ÉÉÉÉÉ IIIISSO QUE IMPOOORTA!

Ela pegou a escova e tentou pentear o cabelo dele.

- Cami... Não faz isso – alertou

- Porque?

- Porque eu vou bater com o carro, se você fizer isso.

- Mas... – ela choramingou.

- Em casa, okay?

- Snif snif – choramigou ela.

Ele ficou alguns minutos em silêncio, com um sorriso de canto de lábio enquanto ela choramingava e reclamava de uma maneira que ele não conseguia entender.

- Ta vendo? – ele perguntou – Chegamos!

- VIVA!

Entraram no abrigo tentando não notar a confusão na rua, ela montada nas costas dele, tentando pentear o cabelo dele enquanto ele tentava não bater nas coisas, se equilibrando.

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